Rute e eu: o que nós temos em comum?


Por Aline Barcellos|

Assim como Rute, eu também já precisei e preciso de um Resgatador, preciso de um Salvador.

Na história de Rute, Boaz representava Cristo, pois não haveria alguém, se não Cristo, que me amaria com tão grande Amor, e Rute simbolizava eu e você, sim, simbolizava nós.

Éramos estrangeiros, éramos alguém que havia perdido tudo, cujos sonhos não podiam se realizar, cujo coração estava sem esperança e alguém cujo futuro era totalmente incerto.

Rute veio de Moabe a Israel, junto com sua sogra Noemi, era tão leal a Noemi que depois da morte de seu esposo, ao invés de voltar para a casa de seus pais como era costume da época, mas decide não abandonar alguém que havia cuidado dela como filha, isso é um ato de gratidão. Gratidão com alguém que nos estendeu as mãos e que secou nossas lágrimas quando precisamos, gratidão a alguém que ofereceu seus ombros para chorarmos.

Ah, mas Boaz era o parente mais próximo que se compadeceu das dores de Rute, ele não se casou com ela por obrigação, como era o costume da época, mas sim porque desde quando a viu, ela achou graça aos seus olhos. Boaz era filho de Raabe e Salmom, aquela mesma Raabe cujo passado não a definia mais, e que ajudou os espias israelitas, seus pais eram pessoas que temiam a Deus e que, com certeza, ensinaram seu filho o valor da honestidade e humildade.

Mas não é sobre isso que falaremos.

Quando Rute chega às terras israelitas junto com sua sogra Noemi, como viúvas, elas estavam totalmente desamparadas, contudo, Rute não chega e espera que a providência caia como chuva do céu, porém cria que o Céu providencia a situação correta. Após se acomodarem na antiga casa de Noemi, ela vai então aos campos de trigo, que pertencia a Boaz, colher os restos que caia dos seus segadores. Foi ali que Boaz a viu, não enxergando de que nacionalidade era, não importando que seus antigos costumes um dia, tivessem sido maus, não importando que fosse viúva, mas se importando de quão bondoso havia sido seu coração quando usou de gratidão a ir com Noemi.


Mas em que exatamente, temos algo em comum com Rute, além de precisarmos de um Salvador? Simples, o Salvador achou graça em nós. (Rute 2.10)


Assim como Boaz se compadeceu de Rute, assim Deus se compadeceu de nós.

Ele sabia do nosso passado, sabia que no Éden havíamos desobedecido, sabia que nossos pecados tinha nos separado dEle, porque Ele é Santo. Até que Deus nos envia o Parente mais próximo, nos envia o Cordeiro que tira o pecado do mundo, até que Deus nos envia Jesus, reescrevendo assim a nossa história. Um dia, por causa dos nossos pecados, fomos tirados do Jardim, mas Deus, com Sua infinita Graça e Misericórdia, colocou o jardim em nós, nos fez Sua habitação, quis morar em nós.

Quando alguém quiser te lembrar do seu passado e atribuir ações das quais você já cometeu, porém não comete mais, se recorde de Rute, pois assim como ela achou graça em Boaz, assim Jesus achou graça em nós, e assim como Boaz amou Rute, assim Jesus nos amou e nos ama até o fim.


Rute 2. 10 (NVT)
Rute se curvou diante dele, com o rosto no chão, e disse: “O que fiz para merecer tanta bondade? Sou apenas uma estrangeira!”. 11 “Eu sei”, respondeu Boaz. “Mas também sei de tudo que você fez por sua sogra desde a morte de seu marido. Ouvi falar de como você deixou seu pai, sua mãe e sua própria terra para viver aqui no meio de desconhecidos. 12 Que o Senhor, o Deus de Israel, sob cujas asas você veio se refugiar, a recompense ricamente pelo que você fez.”13 Ela respondeu: “Espero que eu continue a receber sua bondade, meu senhor, pois me animou com suas palavras gentis, embora eu nem seja uma de suas servas”.

E que assim como Rute, possamos nos refugiar nas Asas de Deus, pois somente nEle encontramos real refugio e refrigério para nossas almas. Mas não se esqueça: Se o passado quiser te fazer uma visita, te relembrando da antiga Rute que você foi, não se detenha, diga que o Bom Boaz, o Bom Jesus achou graça em você, descanse nEle, seu passado não te define, você é uma nova criatura nEle.

Sim, Rute, eu e você temos algo em comum: o Bom Boaz, o Bom Jesus.

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