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A Boa Parte

Por: Aline Barcellos | 

 Lucas 10:40–42

⁴⁰ Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude.

⁴¹ Respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e preocupada com muitas coisas,

⁴² mas uma só é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.

Marta e Maria eram irmãs de Lázaro e igualmente amigas de Jesus.

Maria O servia parando tudo para ouvi-Lo. Marta O servia com as mãos.

Talvez isso tenha sido algo que Marta aprendeu ao longo da vida. Provavelmente, por ser a irmã mais velha, assumiu naturalmente a responsabilidade do lar. Afinal, alguém precisava se responsabilizar. É comum que o homem seja visto como provedor e a mulher como aquela que zela e cuida.

Não há menção aos pais desses três irmãos, o que pode indicar que já eram falecidos. Com isso, é possível que Marta tenha aprendido que, se a comida não fosse feita ou se a recepção não fosse adequada, alguém precisaria assumir essa função. Não estou dizendo que Maria não fazia nada, mas que talvez Marta tenha entendido sua utilidade apenas no servir, sem perceber que ouvir também é uma forma de servir a Deus.

Imagino Jesus sentado, ensinando a todos que ali estavam,Maria e Lázaro incluídos,  enquanto Marta ia de um lado para o outro: assando pão, lavando louças, preparando tudo para servir ao Mestre e aos discípulos. Marta queria oferecer o melhor com aquilo que suas mãos podiam fazer; Maria, por sua vez, oferecia atenção, tempo e escuta.

Ambas dedicavam algo ao Senhor: uma, serviço; a outra, tempo.

Marta, então, questiona Jesus se Ele não se incomodava com Maria, que, em vez de ajudar, estava apenas ouvindo. Mas Jesus, com ternura, responde que Maria havia escolhido a boa parte, e que essa não lhe seria tirada.

O que isso tem a ver conosco? Muito.

Imagem ilustrativa de Maria, lavando os pés de Jesus

Muitas vezes nos parecemos com Marta. Achamos que servir a Deus apenas com as mãos é suficiente, mas negligenciamos a comunhão. Servimos quando cuidamos da casa, das pessoas que amamos e quando fazemos o bem, mas também servimos quando paramos tudo para estar aos Seus pés, quando deixamos os afazeres para ir à Sua casa, quando oramos e meditamos em Sua Palavra.

Deus se agrada quando, mesmo em meio às urgências, priorizamos Sua presença.

Mais do que o serviço das mãos, Deus deseja relacionamento. Deseja comunhão.

De nada adianta estarmos sempre ocupados se não dedicamos tempo ao nosso relacionamento com Ele, o bem mais precioso que temos.

Deus se agrada do serviço, sim. Mas se agrada ainda mais quando escolhemos estar com o Dono do tempo.

Maria escolheu a boa parte.

E nós, qual parte temos escolhido?

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