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O movimento que precede a glória


Por: Lays Rosado|

É estranho pensar que existem pessoas que problematizam os milagres. Para um povo de fé, disponibilizar-se e conformar a mente à realidade dos milagres é um acalento para a alma. Quão pobres seríamos se a nossa crença não estivesse interligada a algo tão extraordinário.

Quando lembramos que o mar se agitou e Jesus o acalmou, que Pedro andou sobre as águas, que Isaías clamou e o sol retrocedeu, que o paralítico andou, o cego enxergou e Lázaro, já morto, reviveu, somos confrontados com o poder de Deus. A Bíblia chega a dizer que não caberiam em livros todos os feitos de Cristo (João 21:25).

É compreensível que uma mente não conformada a Jesus não se proponha a entender a essência do milagre. O Deus vivo, em Seu poder e glória, pode realizar tudo em todos, de acordo com o Seu querer. Mas é de extrema importância compreendermos que, na mesma proporção, Seus filhos necessitam crer.

Não existe condicionamento para Deus operar o milagre; porém, como filhos, muitas vezes precisamos agir em fé  “agitar as águas”. Assim como Deus pode realizar um milagre a partir do nada, existem oportunidades que criamos para experimentar com intensidade tal obra.

Diria aquele menino: ele só tinha pão e peixe, mas foi suficiente para que, por meio da sua entrega, uma multidão fosse alimentada. O milagre saltou diante de seus olhos.

“Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos? Disse Jesus: Mandai assentar os homens...” (João 6:9-12).

Nunca foi sobre a quantidade de pão ou peixe. Jesus poderia fazê-los cair do céu, como ocorreu com o maná no deserto. O que precedeu esse milagre foi a disponibilidade daquele menino. A Bíblia não revela seu nome, mas sua atitude nos ensina algo valioso: o que me falta para agitar as águas?

Muitas vezes não vivemos determinados milagres porque estamos com o pão e o peixe nas mãos, mas não os entregamos a Cristo. A Palavra nos diz que Deus, em Sua bondade, ama abençoar Seus filhos. Então por que, às vezes, nos sentimos paralisados e não avançamos na caminhada de fé?

A resposta pode ser mais simples do que imaginamos: temos entregado o pão e o peixe ao Salvador da nossa alma? Enquanto o povo de Deus mantiver as mãos recolhidas e não entregar a Ele o controle da vida, viveremos como a multidão: desfrutaremos do milagre por meio de outros, mas não seremos instrumentos para que outros experimentem a glória de Deus.

Uma coisa é certa: a multidão foi alimentada, mas voltou a ter fome. Os milagres fortalecem a fé, mas um único milagre em toda a existência não é suficiente. Precisamos viver de glória em glória, dia após dia.

A distorção do milagre pode nos impedir de enxergá-lo na essência do poder de Deus, impossibilitando-nos de compreender que o fato de realizarmos nossas tarefas diárias já é, por si só, um milagre.

Temos a tendência de valorizar apenas os “grandes feitos”, como se somente eles fossem milagres aparentes. Contudo, o maior milagre já recebemos: a salvação em Cristo Jesus.

Viver essa realidade no cotidiano nos permite enxergar milagres em toda a caminhada. A ótica de viver Jesus nos conduz à gratidão constante. Sim, podemos experimentar curas e milagres grandiosos aos nossos olhos, mas a singeleza do contentamento diário em Cristo é um lembrete de que, por meio do sangue derramado na cruz, temos livre acesso ao Pai.

Que o pão e o peixe dos servos de Deus sejam levados com mãos estendidas ao Cristo ressurreto. E, se for da Sua vontade, que Ele faça mais uma vez o milagre. O que podemos fazer, senão ter corações latentes, desejosos e disponíveis ao agir do Criador?

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