Ao ler o livro de Deuteronômio, percebi quantas instruções Deus deu ao povo de Israel para que estivessem preparados antes de entrar na Terra Prometida. Eram orientações para não perderem a promessa, para permanecerem alinhados ao coração de Deus.
Mas uma frase, em especial, se destacou aos meus olhos e passou a arder em meu coração:
“Eliminem o mal do meio de vocês.”
Essa palavra me acompanhou por semanas. E foi ela que me levou a escrever novamente, depois de tanto tempo em silêncio.
Enquanto sigo meditando nessa frase, percebo que, no fundo do meu coração, a resposta já começa a se revelar. Temos pecado contra Deus de tantas formas. Quantos altares levantamos dentro de nós. Quantos ídolos ocupam lugares que deveriam pertencer somente ao Senhor. Quantas orientações Ele nos dá, e mesmo assim escolhemos não seguir. E talvez o mais doloroso: nem sempre temos o Amado acima de tudo e de todos.
Sim, a maldade está em nosso meio.
Reconhecer onde estamos é o primeiro passo para sair. A Palavra de Deus ilumina os lugares escuros do nosso interior, revela o que precisa ser tratado e confronta, com amor, aquilo que precisa mudar.
No livro de Juízes, vemos um povo que não conseguia se manter firme em sua fé e confiança em Deus. Quantas vezes nos vemos nesse mesmo lugar, ansiando por garantias visíveis de que tudo ficará bem. Mas a Palavra nos lembra que a fé é a certeza daquilo que não vemos (Hebreus 11:1).
Ainda assim, insistimos em seguir nosso próprio entendimento, acreditando saber o que é melhor para nós. Como Israel, passamos a viver: cada um faz o que lhe parece certo (Juízes 21:25). Negociamos aquilo que Deus nos confiou, assim como Sansão, em troca dos prazeres deste mundo.
Se cremos que Jesus morreu por nós, se cremos que Ele foi o melhor de Deus, por que continuamos buscando o “melhor” segundo a nossa própria vontade?
O melhor é Cristo.
O melhor é a salvação.
Mas, muitas vezes, o nosso coração deseja uma vida sem conflitos, sem renúncias, sem preço a pagar. Uma vida confortável, focada no bem-estar e no status. No entanto, o próprio Jesus nos alertou que teríamos aflições e, por isso, nos deixou a Sua paz (João 14:27).
Existem pecados que são evidentes e que, com esforço, conseguimos evitar. Mas, quando Deus nos chama a eliminar o mal do nosso meio, Ele também está falando do nosso interior, dos desejos escondidos do coração.
Às vezes, para sermos aceitos, nos tornamos coniventes com aquilo que não agrada a Deus. Não se trata de afrontar, discutir ou brigar, mas de não compactuar com o que não condiz com uma vida santificada e isso pode ser feito com respeito, mansidão e amor.
Que a oração do salmista se torne também a nossa oração diária:
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece as minhas inquietações. Vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmos 139).
Sim, temos pecado contra Deus. Temos permitido a maldade em nosso meio. Mas há esperança: os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com suas paixões e desejos (Gálatas 5). Ele nos orienta e ainda nos toma pela mão e diz:
“Não temas, eu o ajudarei”
Isaías 41:13.
Que essa verdade nos conduza ao arrependimento sincero e a uma vida rendida.
Finalizo com uma frase que precisa ecoar em nosso coração:
O plantio é opcional, mas a colheita é inevitável (Gálatas 6).
Ouça a explicação e análise do texto no Liga Podcast I.A

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