Por: Vinícius Maciel | Versão narrada disponível
A nossa casa é a nossa zona de conforto, lugar onde nos sentimos seguros, longe dos perigos de desconhecidos. Mas uma casa pode não ser apenas um lugar; pode ser alguém.
Enquanto estamos bem acomodados, seguros e à vontade, sendo verdadeiramente nós mesmos, sem aquela postura controlada para moldar a própria imagem, nós relaxamos.
Em nossa casa, nos sentimos livres para sujar e limpar depois, passar o dia sem pentear o cabelo e usar as roupas mais confortáveis possíveis, pois casa significa abrigo.
Alguns de nós temos nossas casas em pessoas, nas pessoas que amamos. Aquelas diante das quais não precisamos fingir quem somos nem moldar a imagem. Com elas, apenas somos.
Esse conforto e essa intimidade são ótimos. É gostoso ter isso, seja com Deus ou com outra pessoa. Mas o que eu quero dizer é que, em nossa casa, onde não precisamos fingir, é também onde mostramos os pecadores reais que somos.
Quando estamos na presença de Deus e de pessoas com quem convivemos, revelamos nossas falhas mais profundas. É por isso que muitas vezes nos sentimos confortáveis em pecar ou dizemos algo que pode machucar o outro sem sequer pensar a respeito, afinal: “eu sou assim e ele sabe”.
É por isso que, em muitas ocasiões, pecamos, mesmo sabendo que isso entristece o coração de Deus, pensando que apenas uma oração pode consertar tudo. Sim, a oração é fundamental, mas o arrependimento também. Arrepender-se é mudar, é não tornar a praticar as mesmas coisas.
Somos negligentes com as pessoas que amamos quando confundimos conforto com desleixo. Afinal, as pessoas que estão sempre conosco merecem ainda mais o nosso melhor diário, para que, quando sairmos deste lar, estejamos preparados para propagar o amor genuíno.
Romanos 12:10–13“Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal, preferindo dar honra aos outros mais do que a vocês mesmos. Nunca lhes falte o zelo; antes, sejam fervorosos no espírito, servindo ao Senhor. Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração. Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades e procurem ser hospitaleiros.”
Nós somos templo do Espírito Santo, casa de Deus. E o Deus que é a nossa inspiração, quando habita em nós, não bagunça, não deteriora e não relaxa nossas estruturas; pelo contrário, Ele faz o melhor em nós.
Está na hora de mudar o pensamento e o comportamento e ser o melhor para quem amamos, seja Deus, família ou amigos. São eles que merecem a nossa melhor versão.
As nossas falhas não devem ser contínuas; devem ser interrompidas com um pedido de perdão sincero, acompanhado de arrependimento.
Feito isso, seja também um lar confortável: não despreze o pedido de perdão e acolha quem te vê como um lugar seguro. Se assim fizermos, juntos seremos uma fortaleza.
Ouça a versão narrada:

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